terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Stalin matou Maiakovski e disso os anarquistas não esqueceram, o Estado matou Federico Garcia Lorca, e disso não esqueceremos, Que o Estado é uma máquina de tortura, que o Estado é a maior máquina mortifera da humanidade, seja burgues ou seja proletario, disso nós, os anarquistas, jamais esqueceremos. Pelo direito a vagabundagem, o anti burgues e o anti proletariado Disto Jamais. Esqueceremos?
O Brasil tem uma das polícias mais assassinas do mundo que agride, prende e mata sistematicamente seus jovens mas ainda não satisfeitos as elites defendem a redução da maioridade penal as elites defendem a adoção da pena de morte.
Falavam, falavam, falavam de olhos esbugalhados na noite de Floripa, entre passos apressados para lugar nenhum, fumando cigarro após cigarro, poço sem fundo, escuro, feito clarão negro da noite, buraco negro entre bocas e boeiros hemorragicos decassilabos... Enquanto sobem o morro, as horas avançam sobre a noite e a lua se reflete em poças dagua, enquanto crackeiros pedem e pegam uma bola de tudo aquilo que me resta. As bixas procuram picas: Os ativos buscam cú os passivos buscam paú. Heteros buscam vaginas ou buracos de tijolos. Ninguem esta afim da realidade. Desce outra cerveja, e dividas e dividendos em papel moeda transitam sobre a mesa, é busnisses, sem parar de falar, sem jamais parar de falar, se quer por um minuto, se há um fato, único sequer é que não conseguem parar de falar. (de fato o mundo fornece muito assunto) Bebado fumando teorizando sobre o mundo, entre abusos e excessos invisto meu pulmão em bitucas, Idéias absurdas, vontade de romper com o acaso, espancar a rotina, E fazer amor, soar assar a carne. Planos sem fundamentos fundamentam a desfundamentação, Donos do mundo por um instante, loucos, de longe nos reconhecem flutuam pela brisa da existência Ao amanhecer do dia indubitavelmente Naufragam na tormenta que outrora fomentaram Mas outra noite surgira, e novamente vira lhes resgatar. Nix amamenta suas crias Ninguem esta afim da realidade. Drogas, igrejas, novelas. Dizímas periódicas, reticencias e eteceteras... etc etc etc
Crescer significa adaptar-se, e eis o proletario anarquista dizendo sim senhor quando lhe interrogam no trabalho A minha rebeldia nao me precaveu das responsabilidades que eu quis ilusoriamente livrar-se ideologicamente E os pelos pubianos ficam longos caso nao cortados Cortar o cabelo. Um gesto simples, mas quando caiu aquele pega rapaz algo de mim tambem declinou Nao sou mais o menino se masturbando no banheiro com seu vigoroso penis juvenil O mundo tambem chegou tentando me ensinar que e mais facil abraça-lo do que convencelo Agora movimento transacoes bancarias, contas chega em meu nome e o aluguel tarda mas nao falha Crescer, mas perai, logo eu, que estava tao satisfeito com aquele velho rapaz o mundo me chama e nao esquece meu nome Também fui capturado pela rotina. Mas quando me idealizei jovem a estas horas era pra mim estar fumando maconha em algum lugar distante e esquerdista da america latrina O mundo nos castra e aos poucos a gente se convece que de fato nos livramos de algo desimportante, tipo, liberdade Quem puder alimentar seus sonhos, que os torne obesos, Achei que comigo poderia ser diferente e que talvez o relogio jamais me coagiria sou livre, tolo que sou A gente cresce, mesmo sem querer e o mundo chama mesmo quando nao se ouve Daqui a pouco sera domingo, e eu ja começo a me convencer de que a poltrona ligada no faustao talvez seja o melhor pra mim Maldito signo que torna facil adaptar-se Certamente meu salario nao me tornara uma pessoa mais feliz, mas no entanto, contudo, todavia, sempre tera uma coca-cola me esperando na geladeira. E isso que chamam de felicidade interrogo Agora sou maduro, mas talvez caia do pe Aconteceu comigo, por isso mantenha seus olhos aberto
Com Melo Está disposto a morrer pela revolução? A merda é que eles nos matam sem dar um tiro e nos atiram sem nos matar até porque não precisamos morrer a rotina esfaqueia nossas goelas e não temos o mínimo direito sequer de pedir perdão nem o queremos não aquilo que não fazemos não aquilo que deixamos de fazer mas aquilo que nem passa sobre nossas cabeças aquela ideia brilhante que nunca nos iluminará estaria nessa luz inatingível a liberdade? ou por cima de nossas cabeças somente as botas que nos pisoteiam enquanto lustramos as botas dos gatos de botas muito menos vagabundos de veras do que nosotros Ay minha florezita, libertad mariposa.
Devaneio III resta IX com Cogu Melo Uma perfeita forma de dominação o trabalho o uma perfeita forma de iluminação o iluminismo as máquinas farão tudo por nós e só trabalharemos porque somos contra o trabalho Três pontos da alienação 1. alienação sobre o que se produz 2. alienação sobre como produz 3. alienação sobre a destinação do que se produz E eu que cago e nem sei pra onde minha merda vai. Como falar de alienação se nem sei falar de merda como falar de alienação se nem sei dar descarga nas minhas ideias dou descarga em meus ideais Jogarei o lixo no chão o que você tem a ver com a corrupção? Outro dia lhe vi comendo no bobs mastigando o mc donalds no café do cfh Hippie cfh procura paty ctc
Acreditava pielmente que Deferido os poema certos todo o universo seria refeito em prol de nosso obsessivo hedonismo