terça-feira, 7 de janeiro de 2014

TEXTO ESCRITO EM CONJUNTO PELO BANDO ARTERRORIZAR A AMEAÇA POLITICA DA POESIA QUE ESCORRE NOS SINAIS E LEVA A NOSSA IDENTIDADE DE ARTERRORIZANTES Somos os vivos & lamberemos teus olhos Zines escorrendo na cidade. Corpos híbridos, sem ética na estética. Disputa revolucionario no campo do sensível. Oportunidade de romper as fronteiras do provável. Vagabundagem lirica estruturante e estruturada. A libertinagem que reinvidicamos poéticamente. A pedagogia de criar a vida que se vive. O impulso de chegar despido sem pedir licença. A deliquencia juvenil revertida em folha de papel. Os olhos brilhantes que renascem e buscam desesperadamente o cruzamento dos (entre)olhares. A descoberta gostosa que fora das paredes da universidade e do escritório a vida segue e aflora sobre as mãos de quem a cultiva. A frustração de saber que os muros sociais imaginários machucam mais que concretos. O tesão( alimentado a cada frustração) de bater nossas cabeças cheias em muros ocos. e quebrá-los. e atravessá-los. A força da memória que não deixa esquecer os escombros que nossos pés pisam e deixam para trás. Ir pra rua escrever a nossa própria história, enfrentar nossa própria fraqueza. e inventar forças. sonhos. Criar corpos inomináveis como sua organização, e (re)inventar nossos sexos e nossos corpos para que jamais gozemos sem tesão. E gozar a vida em toda sua exuberância e efemeridade. Fazer do cotidiano o que é comumente chamado de “peça de teatro” e rir quando ouvir que a arte é um hobbie. Mostrar o quão ridiculo é o medo de ser julgado, viver com uma insegurança que nem conseguimos explicar. Quebrar normas impostas em nosso desenvolvimento como HUMANO. Ser burro para não morrer de certeza, não morrer de tédio, pra não sabotar meu corpo por meia duzia de virtudes mijadas. Ter um corpo lindo, gigante, de pedra e vento. Ser desconhecido entre convictos, sensatos, pai's de família e meus conhecidos. Dançar valsa em meio ao marulho do tráfego e ser simpático fazendo zombarias no escuro dos isofilmes. Praticar formas de amor inenarráveis e se espantar quando dizem que é absurdo. Estampar-se (i)rotineiramente. E sentir quando, no que parece um simples encontro, tomar a proporção de uma eterna erupção no todo que habitamos. Nunca hesitar em sair de si, pois somos feitos do absurdo que não tem “vergonha” na cara. E nossa religião é a plena satisfação de rompermos a indiferença num sistema caduco que nem entende o que buscamos; não pq não querem, mas pq não compreendem a absoluta satisfação de (simplesmente) ser – por inteiro – corpo e alma unificados numa comunhão tão singela que entende a vida como um orgasmo de um sexo muito bem sucedido.Somos os vivos & lamberemos teus olhos. Arrancaremos as ramelas, as poeiras, os ciscos & as traves. Somos os bruxos de sexo equívoco: lamberemos teus olhos até que vejas o maravilhoso. Somos o maravilhoso invadindo cubículos motorizados. Nossa maravilhosidade não pode ser contida por roupas rotas, rolhas, trapos. Um rei se veste como quer. Lamberemos teus olhos até que digas AH! & brindaremos às estrelas pela criança que obteremos de tuas entranhas. Somos putas & viados, somos loucos, somos a cabeça da Hidra, mas o veneno de nossos cabelos é a alegria contagiante dos viventes. Você nos vê, não nos vê, não nos pega, mas nós assaltamos sua geladeira cardíaca e te preenchemos com ambrosias insuspeitáveis. Estamos nas ruas & te amamos. BANDO ARTERRORIZAR TEXTO #1

Nenhum comentário:

Postar um comentário