terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Vamo fala mal do palavreado
O ser humano não existe mais e
o ridículo foi exaurido
hereges da loucura
heteronormativos
coerentes!
exponhamos esta carencia absoluta
do contato humanos que repudiamos
e nos ajoelhamos a prostata
como a última arte sacra e intocável
vem você, meu querido
me falar do por do sol e do luar
porque você no palavreado
não para de me falar
de amor e de amar
e de como o raso lhe é suficiente
falsos amantes da melancolia de motel e
usurpadores das chupadas sem gozada
ao fim da transa os lençóis soam secos
e a sua aspiração erétil foi
toda devidamente realizada
o gozo foi seco.
gozaste, tu?
que nunca soubestes o que é prazer
faz me rir
ó sindrome de édipo
sindrome de época
que não conheces do amor
nada além daquele desejo fraterno
familiar, maternal e externo
do qual és tu finalmente
patriarca significante
que embreagado bate na mesa com pomo de homem
macho
e seu músculo representa a autoridade
exercida a força
seu falo não é nada mais
do que a reprodução
da classe trabalhadora
da qual tanto necessita
os capitalistas selvagens
a massa de manobra
massa de reserva
que continua a ganhar salário e morrer de fome
um simulacro de narciso
o interesse na auto-reprodução alegre
escravos da felicidade
num mundo de vencedores
não sou apenas mais um
dedicado a vida fútil das massas
a conformidade
ao fascismo de aceitar
daquele que exige dentro da norma
e se qualifica dentro do poder
anunciando por todos os cantos do facebook
EU SOU POETA!
ridículos todos vós pretensiosos
que balbuciam palavras como quem
pretensioso a alquimista
pretende lançar algum feitiço
suas palavras representam
fétidos espelhos sujos
fétidos não-lugares
reflexos de porra nos teclados e
cameras voltadas a si mesmo
tinha um mundo mas o ignoraram
assassinas criações
que só reafirmam a caretisse
o medo das
novas gerações
o medo de ser
e do mundo que tem que ser refeito
interessados em reproduzir
reproduzir sem orgasmo
armam suas espadas, sei lá
em seus cavalos de alpaca
e guerreiam sem bandeiras
por linhas tenuês de LCD
morrem para a eternidade
como se nunca tivessem existido
Melo Lola Lola Volni Luiz Pagani Junior Tatiana Balistieri
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