terça-feira, 7 de janeiro de 2014
A revolução é uma questão de linguagem.
Para que o amor não tenha um significado de posse.
As palavras, os conceitos que se referem a sentimentos
são os primeiros que devem ser libertos.
Depois desfaremos por completo os pronomes possessivos.
Até então, finalmente,
podemos destruir as palavras convencionais
que nos remetem a poder
Estado, razão, ciência, indivíduo.
Exterminaremos toda população de coelhos na mesma cartada,
quando invertamos uma linguagem
onde o conceito de ter poder
simplesmente não exista.
Nos livraremos do Estado
quando for incompreensível a palavra Estado.
Como se estivéssemos falando de Estado para os índios.
A revolução é uma questão de linguagem,
por isso inventar novas palavras
são as forças produtivas necessárias
a serem desenvolvidas
para finalmente mudarem
as relações sociais de produção.
O sistema não funciona,
apenas exerce a eficácia simbólica
de um discurso como qualquer outro.
Enquanto a palavra felicidade for pervertida
da forma que tem sido
a felicidade não existira
existira apenas um padrão de felicidade,
existira apenas uma convenção do que é ser feliz.
O sistema é apenas um conjunto de palavras
que não tem significante nem significado
porém convence que faz algum sentido
como um poema frajuto,
que não passa de imagem,
e simulacro
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