terça-feira, 7 de janeiro de 2014
extra-terrestres
Inspirado em discussões com o bando arterrorizar
Tudo que é previsível pertence ao campo da ordem e ja nasce capturado. Resistir é romper com os scripts. Por isso a anarquia não se edifica sob fórmulas, deve sempre ser reiventada, e quanto mais imcopreensivel enquanto tal mas invisivel e portanto eficiente. O sistema embora determinado por uma relação economica se reproduz sobre as relações humanas. Marx ja dizia sabiamente que o capital é uma relação entre homens. E é esta relação que devemos romper. Criar e possibilitar outras formas de vida dentro de um sistema que supostamente nos impõe um modelo de vivencia é o desafio. Devemos ser capazes de no cerne desta sociedade erosada criar um modo de vida exuberantemente colorido. Tal e qual a revolução burguesa, a qual consolidou o regime burgues e não o inventou, devemos criar a vida nova e vivencia-la, para só então consolida-la politicamente, se necessario. O capitalismo cairá quando cair em desuso. Se não podemos romper com ele totalmente, podemos ao menos parar de fomenta-lo. Criar realidades possíveis é a melhor maneira de sucumbir com uma realidade que se impõe como a única possível. Se não podemos fugir, não necessariamente temos que endossar, não necessariamente temos que ser engranagem, e se formos, não necessariamente devemos girar a engrenagem pro mesmo lado que ela tem girado.
O Quilombo não rompe com o sistema. Mas dentro daquela TAZ, e somente dentro dela, a liberdade existe e é possivel. Pelo mesmo motivo os farrapos de Canudos devem ser rapidamente eliminados. As bolhas dentro do sistema incomodam mais do que as bolhas do lado de fora. Resisitir é inventar, criar vida da onde não se espera que ela surja. Por isso os artistas anarquistas são o cerne da emancipação do mundo de hoje. Eles devem criar o impossivel. Eles devem estar livres, e a medida que se libertam todo o mundo se liberta junto. Não devem impor a liberdade, apenas torna-la possivel, de forma que um modo de vida seja cada vez mais fruto da escolha do que da imposição. A forma da liberdade é a forma de um convite para uma festa extremamente louca, alguns aceitam, outros não. O céu é o limite. Por isso sejamos antropologicamente extra-terrestres. Por isso povoamos a Terra como se estivéssemos, nós, colonizando o virgem Marte.
Viva Zumbi. Livres antes e acima de tudo. Livres independente de ter ou não ter alforra.
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