terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Festa do gutinho, o yuri no meu quarto, eu mais interessado nos simbolismos. Precisamos nos tornar monstros nunca antes vistos, ser uma mistura de Calígula com Ginsberg com Pasolini, e não ter sexo nem sexualidade e trepar com todo mundo. Usamos diversas drogas e achamos isto bonito, nos queriam caretas, nos queriam comportados mas falharam. Nos botaram medo da vida desde cedo, medo das drogas, medo da aids, medo do desemprego. Vislumbramos ser os jovens mais pervetidos da face da humanidade, honrando a altura os malditos que nos predisseram, descobrindo nossa sexualidade, nosso inconsiente, nosso mundo. Mesmo confusos lutamos politicamente e levamos para frente a luta anti-capitalista cheio de incertezas ideologicas, cheio de desconfianças com trotskitas e stalinistas aprendemos desde cedo que é com rebeldia que se floresce a vida, que se descobre o que é possível. Hoje nos interrogamos sobre o que herdamos, e alguns vislumbram uma nova história em ser jovem, nós lemos os poetas e entedemos desde cedo os filósofos foi necessário aprender de tudo, para então vomitar as essênciais. Hoje ja obtemos conquistas, e descobrimos sobretudo que criando os espaços certos podemos libertar o mundo dentro de certos limites. Nos sentimos impotentes frentes ao mundo, mas tudo fica bem quando percebemos que resistir é divertido, e perpassa loquiar, transar e descobrir o corpo. Somos talvez a geração mais jovens de pensadores, e assumimos o inicio do século como responsabilidade pessoal, tomamos consiencia do nosso estar no mundo e do papel que a história agora confia em nós, estamos decididos que nossa revolução propunhara vida e nada mais. Nesta busca de si através do mundo entendemos que disputar o mundo é nos transformar enquanto ser, e precisamos estar a altura do mundo que queremos. Sem disciplina revolucionária sem fervorismo político aprendemos que possibilitar a liberdade é a maneira carinhosa que todos temos de entender o porque devemos buscar a revolução. Somos impelidos a sermos os loucos e por tédio nos obrigamos a tornar o mundo mais divertido quem nos deu um ideal de juventude esta em casa assistindo ao faustão, aprendemos com o tempo, seremos loucos mas permaneceremos vivos estamos empolgados com a idéia de que logo logo o século XXI será de nossa responsabilidade, e se não pudermos deixar como herança um mundo melhor deixaremos as canções, os poemas, os símbolos, enfim ensinaremos que se não podemos vencer politicamente, passaremos Piva as próximas gerações na esperança que elas sejam mais perversa que nós, se dermos sorte, em poucas décadas teremos um Rimbaud entre nós, enquanto aqui no 2013, nos esforçamos para redescobrir a poesia, e segurar a barra da humanidade. Espero que possamos ser insanos, perversos, malditos. Espero que a juventude de agora floresça assumindo as dores de todas as outras épocas, e passemos o próximo milênio vingando aqueles que morreram na ditadura. Na ancia de mudar o mundo mesmo sem querer, sabemos que não formos nós, os jovens que pensam, que lutam, os caretas pela primeira vez na história parecerão sábios na sua caretice. E a primeira geração que desconhecer a geração BEAT que não traçar a genealogia dos malditos esta fadada a morrer se masturbando de camisinha de medo da vida.

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