terça-feira, 7 de janeiro de 2014
PIVA DE CALCINHAS
E se possuisse esse harén de adoslecentes
que me centrifuga as babas, os liquidos
a meia-meia duzia de bucetas
de que me encaverna, projeto
chupo no silencio
entre um disparo de uma cortina e outra
de todos que te captam
te desejam
e nem sabem como são seus pés.
Se tudo isso fosse verdade consumada
eu já não seria eu
pois teria partido pela canção de nos ultrapassarmos
e dai então que eu me resignifico,
radicais do pouco (radicais do pouco 2x)
podendo vos amar como quem não tem
palavra pra clamor,
corpo-conhecimento para clamar
Se eu fosse a musa dos mil olimpios
beberia do corpo de Perseu como a Medusa
escorre agua entre as pedras
e Dionisio beberia do meu vinho
embriagado desejaria vão o meu corpo
sedento de imortalidade
Pois dos deuses que me esculpiram
não permito reivindicar autoria
por sendo o mais místico que seja
a mundanidade que me preenche o falo
é a transitoriedade de saber que meu esplendor
também é findo,
e de que a Terra resguarda as vidas mais fúteis
tanto quanto
preserva as vidas mais plenas
e mesmo divas, como eu,
são insignificantes o suficiente
para simplesmente virarem buffet
para o deleite dos vermes.
Um poema é um formol.
Ao infinito e além.
Volnelha e Fernã Dos Platanos
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