terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Eu não quero ser nada, eu quero fluir. Quero morrer quantas vezes for necessário e renascer tantas quanto possível os sonhos eu dispenso porque sei que o que a vida oferece é de bom grado e esta suficiente. Quero ser hetero, gay e mulher quero ser astro, planeta, cometa, quero experimentar com a língua todo sabor dessa terra e explorar todos os ambitos do que é ser humano quero amar tanto quanto sofrer quero nadar saudável como quero padecer bem como achar a alegria em estar triste e a tristeza em estar feliz, não quero o comodo, o bem comportado, o definitivo, não quero o território, o plano, a parede desconfio que o melhor pra mim seja o melhor pra mim desconfio da vida fácil, que não enlouquece nunca que não rompe com ninguém, desconfio do estar bem, que é estar comodo, estar morto, dispenso a obrigação visto que não tenho compromisso com o desprazer sou egocentrico sempre que possível porque humildade é qualidade das ovelhas não tenho medo de me amar e continuar me amando quando devo me perdoar, também não tenho medo de morrer, sou mais esperto que a morte e sempre serei, por isso me drogo, me jogo no mundo, me arrisco, não permito ter medo, e quando tenho culpa fico bravo por não ser um ser totalmente potente, e me sinto responsável pelos designos do mundo e acho que deus me fez virginiano não é a toa e que me mandar pra Terra na geração 1990 foi estratégico, ele sabia que eu ia curtir ter que refazer tudo. Estou vivo e reivindico, tudo que me fez enquanto ser, os livros que parecem sempre aparecer no momento certo, as pessoas que encontro e fazem todo o sentido, a minha estadia nesta Terra que me parece sempre dar a sensação de que estamos no caminho certo, o poema que descubro releio e refaço, a diversão da vida para aqueles que se permitem, a compreensão histórica da genealogia que me antecede, o olhar para o mundo estando na crista da onda e compreender o que deve ser feito, a perversão, a luta política, o sonho de liberdade tudo que recaí pra mim agora, nada seria tão tesão do que me sentir necessário nenhuma vida seria tão boa quanto essa do século XXI onde eu filho do último século herdo as idéias a história e o futuro, onde eu tomo parte e invento os próximos cem anos os próximos milênios. Onde eu divago desde Platão e chego aqui na crista da civilização para anunciar que esta deve ser destruída. Aqui estou e minha tarefa mágica e ser inimigo do mundo, do homem, minha tarefa é destruir a civilização, o ocidente, a filosofia, minha tarefa é ser meu próprio deus minha tarefa é ser o primeiro homem que não seja deste mundo, o primeiro homem que pariu a si mesmo. Eu preciso obter a grandiosidade da vida, que eu sei que existe para além do programado, eu preciso ser grato e aproveitar sem medo a confiança que deus me deu, a proteção que ele me confia. Hoje entendo minha vida, o porque de cada coisa, do signo, dos livros, da terra natal, dos amigos das experiencias das coisas que acontecem nos momentos certos. Este é o melhor momento pra estar vivo, e pra reinventar a vida

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