terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Mais valia estar morto do que vivo
Todos vocês reproduziam, reproduziam, reproduziam,
signos velhos isentos de novos significados
mas é óbvio que eu e minha trupe
de poetas insaciáveis
nos lançaríamos na busca de inventar novos mundos.
Eramos o clã dos poetas incapturaveis,
nossas noites não tinham scripts,
e nossas plenárias eram aleartórias
nos encontravamos pela noite
e facilmente desfaziamos a barreira
de meros desconhecidos
Nos encontrávamos inevitavelmente
e de longe
nossa voz cantando gonzaguinha
era ouvida pela sociedade careta.
Nossas reuniões não tinham horários,
nem líderes, nem lugares.
Eramos o grande clã dos militantes desorganizados,
a incontavel trupe dos voyeurs urbanos taciturnos
Todos estavam satisfeitos
perplexos e pasmos
por palavras que suas bocas não disseram
Nós não,
nós estavamos a parte de tudo,
buscando encontrar em nós
a meta-metafóra
que o século que viviamos
exigia.
Reproduzir o mundo em forma e conteúdo,
até nós assim seria a lógica
mas achamos que não
e que talvez
mobilizando nossa loucura e juventude
nos libertaríamos
de opressoras 8 horas de trabalhos
até a aposentadoria.
Era necessario se jogar ao mundo
estando vulnerável as suas influencias
drogas só são perigosas em contato com livros,
Os poemas chapam mais do que coca
Mas todos vocês preferiam falar pela voz alheia,
não era o nosso caso,
ninguem mais nos representava,
e todas nossas referencias a partir de nos eram estrumes para o futuro,
eramos donos da nossa própria historia
nos fazíamos agentes de nossos próprios discursos alienados
Não tinha outro jeito,
se lançar ao verbo
era a tarefa de uma geração
que embalsama o pensamento beatnick,
E nestes poemas
uma outra história
se iniciava.
Muitos observam o mundo,
mas entre nós a passividade eh complacente,
Não mais espectadores das telas das cadeiras e dos professores
agentes narradores de sua propria experiencia,
tudo isso em pleno inicio de um novo século
tal e qual planejado
para que não haja história para nós,
para que sejamos consumidores passivos
do mundo e de refrigerantes
uma juventude inteira
adestrada para rezar na voz do santo padre.
Entre nós, quais serão retratos de seu tempo?
Daqui, qual elevera o poema a sua potencia maxima?
As nossas historias de amor estão obseltas
e alem do mais
ninguem acredita
Os EUA atacam a Síria
e este deve ser o tema da semana.
Quais, entre nós, passarão por nós?
Daqui, alguem capaz de falar algo interessante
um poema que não seja uma camera
daquele que fotografa apenas a si mesmo?
Acredito no poema-feitiço
que deferido de maneira correta
não permite a ninguem
permanecer inerte da forma que continua.
Passarei os proximos 40 anos trancando no escritorio?
Sobre as nossas vidas, quem além de nós pode decidir?
Aquele que acredita e valoriza o trabalho que trabalhe por mim,
não sei quanto a vocês
mas antes de eu morrer
eu pretendo ter visitado o Haiti
Devo pedagogicamente
dar o exemplo da transgressao poetica-ludica
e me oferecer pela causa,
eis meu dever,
morrer cumprindo tendo mais horas de sexo
do que horas passadas ao telefone,
quer dizer,
ter mais vida, muito mais,
e transcender este resumo que lhes dou por facebook,
o qual voces tolos,
facilmente acreditam.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário