terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O refazer dos dias sobre a terra me aparece analogo agora, a bituca que sufoca em meu cinzeiro. O queimar do cigarro, condicionado pela optica do instante Soa como metafora perfeita dos tempo que nos foi dado, e consome-se quente, no cinzeiro, feito os dias que tragamos sobre a Terra. E nos aqui em pleno auge da historia, responsaveis diretos pelos fatos que nos sucedem empilhando os corpos de vitimas que partem com antecedencia, enquanto na rua, outros tantos moribundos, viciados ou trabalhadores, se arrastam para quem sabe um dia edificar de vez a sua carcaça, leia-se vencer na vida. Impressiona, neste seculo, o cinismo daquele que faz odes ao progresso. Nos ainda tao mesquinhos, tao predatorios, tao capitalistas. Nos ainda tao pequenos, regando afoito nossas pequenas vaidades, empilhando nossas quinquilharias, balbuciando clemencias metafisicas, exigentes, frustados com promessas individualistas, da obliquidade egocentrica, da solitaria felicidade absoluta, que talvez, alguma vez, se deu ao luxo algum budista. Pelas barbaries do profeta.

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