terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Falavam, falavam, falavam de olhos esbugalhados na noite de Floripa, entre passos apressados para lugar nenhum, fumando cigarro após cigarro, poço sem fundo, escuro, feito clarão negro da noite, buraco negro entre bocas e boeiros hemorragicos decassilabos... Enquanto sobem o morro, as horas avançam sobre a noite e a lua se reflete em poças dagua, enquanto crackeiros pedem e pegam uma bola de tudo aquilo que me resta. As bixas procuram picas: Os ativos buscam cú os passivos buscam paú. Heteros buscam vaginas ou buracos de tijolos. Ninguem esta afim da realidade. Desce outra cerveja, e dividas e dividendos em papel moeda transitam sobre a mesa, é busnisses, sem parar de falar, sem jamais parar de falar, se quer por um minuto, se há um fato, único sequer é que não conseguem parar de falar. (de fato o mundo fornece muito assunto) Bebado fumando teorizando sobre o mundo, entre abusos e excessos invisto meu pulmão em bitucas, Idéias absurdas, vontade de romper com o acaso, espancar a rotina, E fazer amor, soar assar a carne. Planos sem fundamentos fundamentam a desfundamentação, Donos do mundo por um instante, loucos, de longe nos reconhecem flutuam pela brisa da existência Ao amanhecer do dia indubitavelmente Naufragam na tormenta que outrora fomentaram Mas outra noite surgira, e novamente vira lhes resgatar. Nix amamenta suas crias Ninguem esta afim da realidade. Drogas, igrejas, novelas. Dizímas periódicas, reticencias e eteceteras... etc etc etc

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