terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Falta a palavra nova a palavra corpo o poema ideologia o poema oração o poema mantra capaz de criar uma bolha e nos isolar da racionalidade instrumental. E nos dar vontade de dançar Todo nosso gozo é liquido, mede dois dedos, mede uma mão fechada, é platonico. Os poemas, se inventam, mas não estão ali para serem vividos, setenciados, explorados. São representações que nos omitem. Confessos ideais de semi-deuses vencedores que insistem em sofrer por amor mal sabendo que podem alem conquistar o mundo para eroticamente lamber seu polegar. Quero dessas palavras o retrato exato da imagem desfigurada a qual quis marcar o nosso tempo E redimir a nossa juventude da caretice contemplativa de quem se acha muito revolucionário esquerdista lutando pelo direito liberal do progressismo sem-terra Quero o testemunho vivo de quem meteu no rabo e num grito homogêneo reuniu através do poema o tesão de todos aqueles que gozam neste momento, tod@s, ressalto. Garota que me lé agora, sabe que é a ti que me refiro, e preciso confessar, que a unha sobresaliente do seu pe esquerdo na minha boca consiste no suprasumo do tesão que reivindico com meus humildes e a ti familiares 16 centímetros de pênis. Me apague da sua vida, mas saiba que sempre estarei aqui disposto a chupar novamente o seu dedão tingindo de vermelho do seu pé esquerdo que calça 37 E quando deparar a mim confrontando o poema derrotado, saiba que se me faço duro mesmo nas letras é na sua sombra que permaneço poeticamente ereto Da sua voz exijo apenas uma palavra resguardada exclusivamente ao meu ouvido e um poema do qual apenas eu sou capaz de ler na sua forma literal Um poema despido simultaneamente secos e molhados

Nenhum comentário:

Postar um comentário