terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Vossas poesias lhe soam fáceis
e parecem ser antes fruto do conforto do que da angustia.
Só eu escrevo louco nessa merda,
só eu digo com todas as letras
o tesão de masturbar o anus vendo videos de travecos?
Só eu tenho coragem e rancor para romper comigo mesmo,
e ir no amago do que é ser humano
como os grandes fizeram?
Vocês parecem gostar do que é facil,
compreensivel e tragável,
e seus curtir não correspondem sincronicamente
as suas críticas.
Meu Deus o que tenho que escrever
para fazer você ficar puto de raiva,
o que fazer para você desejar nunca ter lido o que escrevi,
e postar de comentário xingamentos infinitos?
Parece que só o sexo ofende,
por isso gosto de falar de cú,
porque no cú se guarda a moral, o prazer, e o medo.
O cú é o limiar da vontade com a cultura,
é o que nos sobrou de sagrado
para profanar
e por isso masturbo.
E mais, tenho vontade de tirar cabacinhos virgens,
e o faço tudo isto e escrevo
usando drogas,
me viciando,
declarando amor a cocaína.
Caberia num poema falar do tesão que sinto por tudo que não presta?
Meus poemas tem sido inuteis porque a terra continua a mesma,
ninguem se masturbou me lendo e por isso me sinto fracassado
não me chegaram relatos de ninguem
que após me ler cometeu uma loucura,
os que gostam são passivos ou então ja sabem do que eu falo,
mas me torno ridiculo
porque no mundo angustiante e pertubado que trago
sou sucumbindo por um milhao de poemas felizes
que desqualificam minha vontade de implosão,
e logo eu,
que tentei fazer da poesia um rito
não pedindo nada além
do que infinitas formas de loucura.
Poemas vencedores vocês tem,
que até quando sofrem sofrem bonito.
Nenhuma ruptura, transgressão ou revolta,
na poesia que podiamos tudo,
bastava queremos
fomos os mesmos andróides
reproduzindo o mesmo mundo.
Estou farto do seu amor e dos seus conselhos
estou farto da sua imagem e do que você representa
estou farto das suas frases de outdoor.
Neste momento da humanidade
todo poeta a serviço de maquiar a realidade
é um usurprador.
Ou o poema é um fuzil,
ou então é uma flor
é uma máquina de guerra
ou apenas um enfeite de jardim
servindo de objeto decorativo pra um mundo cada vez mais merda.
Queres amor,
eu chupo seu rabo.
Queres romantismo,
não tem problema
te estupro com carinho.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário